11 de set. de 2011

Trip Desfibrila X São Thomé das letras X Madrugas climb X Dedos destruidos

Comemoração  da Cadena!!
     Como sempre saimos correndo do trampo e fomos rumo a sao thomé das letras, Foi tudo meio que de ultima hora, mas as coisas sao sempre mas gostosas quando  feitas desta forma. 
     Chegando la ja começamos a escalar na toca do leão onde em poucas horas ja estavamos muídos, devido ao trabalho, viagem, sol na cabeça, escalada, depois entramos em algumas vias novas la e logo já era noite.
     Ainda  estávamos na vibe , mas meu foco maior era fazer um night climb naqueles bolders lindos de la, por isso o motivo de sair daqui na sexta a noite ao invez de sabado cedo, ja que a distancia é média de 1:40hrs aproximadamente.

Daniboy na via: De Ré pra traiz

Henrique na via nova na toca do leão
     A escuridão chegou..E junto com ela a fome o frio, por isso decidimos ir para o centro jantar encontrar com a galera local, conversar um pouco, tomar um açaí no Thomé café, arrumar uma pousada para depois fazer o Night climb.galera de barriga cheia, aguardamos pelo  Tupac(Proprietario do Thome cafe), e o Leôncio(seu cachorro) e  ja fomos.
São Thomé, Madrugas Climb..kk


      Mas como nem tudo são rosas, resolvi olhar no relógio e vi que mesmo tentando fazer as coisas na correria ja eram 11:30hrs com vento e frio ...Bóra, bóra que ta tarde já..hauahuauh
     Daí pra frente só dedos doendo, friáca, vacas,risadas, piadas, musica..kmon



Escalando de calças, anoraque, gorro e com frio!
     Voltamos na pousada era Quase 4:00 hrs da madruga, todos quebrados mas muito satisfeitos.
     Não posso deixar de agradeçer Tupac por ter nos apresentado varios bolders insanos, de la, e nos ajudado com betas,pousada e  para quem não conheçe la, aconselho a ir sem medo, pois la é um lugar lindo e com pessoas muito simples e umildes, onde neste meio sabem ver a escalada como uma diversão ... Vlw  mesmo!
        No outro dia acordamos cedo ja tomamos um café la mesmo e fomos pro guardiao fazer umas vias onde sairam cadenas bacanas para mônica, mas por estarmos cansados da madruga logo decidimos ir para os bolders novamente também para fugir do sol, sairam algumas cadenas, show!! 
Dedos fritos..

Mônica na...??.esqueci o nome da via..kk

Henrique no  Magneto

Mônica na Guardião

Daniboy no Magneto

Mônica nos Bolders
                                 Saiu até uma cadena com videozinho do Pinçadão V3 logo abaixo

     Passeio com muitas risadas, escalamos ate sair sangue dos dedos da monica, e travar nossos dedos...kk
     E tem gente que ainda reclama da vida!!!
Ps: Texto feito de ultima hora, erros e erros, não esquentem a cabeça, concordancia entaum..kkk
abrax....kamon










12 de ago. de 2011

Entrevista !!! Escalador e Fotografo Naoki Arima.

Segue abaixo a entrevista feita por Kiko Araujo com o escalador e fotografo Naoki Arima.




Há alguns anos esbarrei com o Naoki Arima na Limite Vertical (centro de escalada no Rio de Janeiro), na verdade nem chegamos a nos conhecer. Tempos depois dando uma “passeada” na web, estava vendo blogs de escaladores e fotógrafos de escalada… esbarrei de novo com ele. Fiquei amarradão na qualidade das fotos e de vez em quando visitava o blog. Recentemente ajudei a montar uma exposição com fotos de esportes outdoor (exposição Via Parque)  e  lembrei desse fotógrafo. Fiz o convite e ele aceitou participar da exposição na hora. Bom, a qualidade das fotos estavam cada vez maiores e acabei fazendo essa pequena entrevista.
Naoki Arima, trinta e poucos anos, nascido em Ivoti – RS e atualmente morando em Vitória no ES. Escalador desde 1995, Naoki começou a fotografar escalada desde o início. Aqui um rápido bate papo com ele.


> Andrew Burr, fotógrafo americano colaborador da Climbing, certa vez disse que não entendia o porque alguém fazer cursos de fotografia, pois segundo ele ou vc nasce fotógrafo ou não, ou seja aprender técnicas não o transforma em um fotógrafo. Vc acha que é por aí?
Hmmm, eu acredito em predisposição genética. Vide Chris Sharma! Mas também tem pessoas como o Patxi Usobiaga que não tem um gene tão privilegiado, mas com muita vontade e treino alcançou o ponto mais alto do pódium. Na fotografia também é a mesma coisa. Há talentos natos e há os esforçados.


>  Fotografar escalada é uma paixão mesmo ou é mais unir o “útil ao agradável”, uma vez que vc está lá nas bases escalando também?
Sim e não. Tem dias que quero simplesmente escalar. Fico focado em mandar uma via ou trabalhar uma via específica e deixo a fotografia de lado. Por outro lado, tem dias que vou focado para fazer um registro fotográfico bacana e tento me empenhar ao máximo para fazer uma foto legal. Independente do foco do dia, a câmera sempre vai na mochila, não tem jeito.


> Até cerca de 10 anos atrás havia um abismo entre as produções (filmes e fotos) gringas (principalmente as americanas) e as nacionais. Hoje em dia a realidade é outra e aparece cada vídeo/foto por aqui que nos da o maior orgulho… Caras como Ricardo Cosme e Claudio Brisighello são super talentosos. Pode apontar outros talentos brazucas?
É verdade! Sim, temos grandes talentos tupiniquins! Gosto muito do trabalho do Ricardo Cosme que tem um pé no cinema e leva esse lado para a fotografia. O Cláudio é um cara que tem o feeling. Consegue deixar uma cena banal incrível e tem o domínio da luz. Aprendi muita coisa com ele no Rio. Alias ele tem uma parcela de culpa no meu rombo financeiro…
Além deles, gosto muito dos trabalhos de Bruno Senna, Gustavo Baxter, Théo Ribeiro e Marcela Chaves. Sempre foram as minhas fontes de inspiração verticais brazucas.


> E ganhar dinheiro com registros de escalada?  É possível no Brasil?
Possível é mas, ainda estamos longe do que se vê lá fora. Eu acho que o brasileiro não o hábito da leitura em todos as esferas, desde a literatura clássica até uma revista semanal. Sem contar que livros e revistas no Brasil são bem caros quando comparados a renda percapta. Tudo isso leva a uma baixa procura e que acaba refletindo na baixa demanda.
Um outro nicho interessante é a internet, mas é complicado conseguir alguma coisa boa nesse universo porque internet é quase sinômino de dado/informação/imagens de graça. Mas aos poucos percebo que o público busca um “plus a mais” e está disposto a pagar por isso. No entanto, ainda há um longo caminho pela frente.

> Vc se destaca em fotos de boulder ou é impressão minha? Aliás, que tipo de escalada é mais prazerosa de registrar e que tipo é a mais difícil?
Registrar bouldering é mais cômodo, mais fácil, porque tudo acontece perto do chão e é fácil de se mover de um lado para o outro. Mas eu prefiro fotos em ambiente vertical com trabalho de corda complexo. Isso permite buscar ângulos que estão fora do olhar cotidiano.
Não tenho preferência por tipo de escalada. Gosto de escalar e fotografar um pouco de tudo. Eu sou partidário de que uma modalidade completa a outra.
Quanto a dificuldade, com certeza vias tradicionais pela complexidade logística. Às vezes você gostaria de se posicionar num determinado lugar para conseguir um melhor ângulo, mas não tem como ir ali. É ai que mora o desafio da fotografia em ambientes verticais. Além disso, exige equipamento pesado, planejamento, tempo e muito trabalho.

> Melhores points de escalada que já fotografou?
Bah, pergunta difícil. Sempre gostei de fotografar no Campo-escola Behne (RS), não só por ser a minha primeira escola de escalada, mas também porque foi lá que aprendi a fotografar a escalada. E sem contar que o arenito do Behne tem uma cor laranjada incrível. Sempre que vou lá saio com uma foto bacana.
Na verdade os melhores points para se fotografar são também os melhores points para se escalar… Ai acabo deixando a câmera de lado e vou curtir a escalada… Até porque, primeira a escalada, depois a fotografia. É uma questão de prioridade.


> Na minha visão de leigo, sempre valorizo um ângulo original, uma visão diferente do move, da via… mas tecnicamente falando é claro que fatores como luz/exposição são determinantes para uma boa foto… Afinal, uma boa foto depende mais do que?
Como a própria palavra fotografia diz: luz! Para mim luz é tudo. Não adianta você estar numa locação linda e maravilhosa se a luz estiver péssima. Se a luz estiver boa, meio caminho está andado e o resto agente consegue controlar razoavelmente.
A minha fixação por luz é tão grande que chego a estudar o melhor horário e o melhor ângulo com bastante antecedência. Procuro me informar na internet as condições climáticas, o horário do sol nascente, do sol poente, fases da lua… Consulto o Google Maps para ver a melhor face, estimar a trajetória da sombra… Até porque a luz é um elemento dinâmico que varia ao longo do dia. De manhã e no final do dia a luz é mais branda e suave, enquanto que perto do meio-dia a luz é mais intensa e dura.


> Que equipamento usa?
Basicamente uso uma Nikon D90, mais objetivas fixas de 20mm, 50mm e 85mm. Para fotografia de escalada mostrando o escalador e o ambiente em torno, nada como uma 20mm. Para um plano mais fechado, focando o escalador, 50mm, o meu xodô. Para detalhes e retratos, a 85mm. Além disso, uso um bom tripé, flashes e alguns filtros.
Naoki no outro lado da lente – Arquivo Pessoal

Em Bariloche
> Dicas para quem ta iniciando em fotografia outdoor? Algum conselho? Algo que NÃO deve ser feito? Dê uma luz!!!
Estude, leia, pesquise, faça cursos, compre um livro. E mais, estude o trabalho dos grandes mestres da fotografia! Se não quiser comprar o livro, faça como eu, vá até uma livraria e fique folhando os livro de pé mesmo. Já está valendo.
O que não se deve fazer? Lembrar que quantidade não é qualidade, que fotografia não é estatística. ” Vou tirar 100 fotos, porque uma tem que se salvar”. Por isso, pense antes de dar o clique. E não fotografe à toa.
Abssss!!
Naoki Arima
www.naokiarima.com

5 de ago. de 2011

Escale Mais Estresse Menos ! ! !

Escalador não tem Dor de Cabeça!

 

Segue abaixo um informativo da fisioterapeuta e escaladora Juliana Torres sobre dores de cabeça e a importância da água durante a escalada.




Trabalho com dores de cabeça há quase 8 anos (4 vezes meu tempo de escalada!). Então, definitivamente, posso dizer que aquela cefaléia do tipo tensional (a mais comum), não pega os escaladores. Ela é provocada basicamente por tensão musculatura craniofacial. O perfil de quem tem esse problema passa longe de nós, felizmente!
Portanto, atenção: se você anda sentindo dorzinhas bobas na cabeça, beba mais água!!!!!! Quase 90% de chance de ser essa a causa.



Nesse tempo seco, nem percebemos o suor porque ele evapora rápido, mas estamos perdendo muita água no exercício. E como ela faz falta!!
Se todos os nossos tecidos são mais de 70% água, a manutenção dessa máquina também exige abastecimento com água. O cérebro é o primeiro a sentir a privação de qualquer coisa, mas cada organismo reagirá de alguma forma. A falta de água pode estar gerando um problema renal, por exemplo, que irá se manifestar só lá na frente.



Como o que se recomenda é 2L/dia para uma pessoa em seu estado basal, portanto, imagine só: um dia inteiro escalando exige que você leve, pelo menos, duas garrafas de água só para você. Se ficar difícil levar isso tudo pela trilha, lembre-se de repor o que o seu organismo “sacrificou” assim que você voltar.



É isso aí, quem quiser saber um pouco mais sobre a tal da cefaléia e ajudar a quem tenha, é só entrar em contato.
www.cabecaleve.com.br
atendimento@cabecaleve.com.br

Texto: Juliana Torres

28 de jul. de 2011

Videos do Campeonato Mundial de Escalada e Arco Rock Masters

Melhores momentos da final de velocidade


Angela Eiter na via final
Ramon Julian fazendo o top do título

Final feminina do Duelo

Final masculina do Duelo

26 de jul. de 2011

Release Festival Sabará 2011!!!

Este ano o Festival Sabará foi muito bom, tivemos a presença de uma galera de fora, RJ, SP, ES, MG e DF. O tempo bom, temperatura boa e a galera toda reunida fez desta edição um sucesso e uma boa oportunidade para que mais pessoas conheçam esse pico de escalada.



O Festival começou na sexta-feira de noite com um night climb à luz da lua e com uma galera chegando de outras cidades e estados. Alguns já dormiram no sítio que ficava muito perto da cidade e que tinha uma ótima estrutura.



O sábado foi O DIA, segundo nossos cálculos contamos com a presença de aproximadamente 120 pessoas, só no Sábado, que começou por volta das 9:00hs da manhã, com muito som, e só acabou umas 4:00hs da manhã.



Depois do pôr-do-sol as luzes foram ligadas e a escalada se prolongou por muito mais tempo. Depois todos foram para próximo do som e ficaram até de madrugada.



Tivemos várias cadenas importantes e vários escaladores fortes nesta edição, Rafael Passos, Beto Ferragut, Estebam RJ, Caio Gomes, Fabian França, Frederico Gonçalves, Mahavir, Ruy, Daniel Haddad, Felipe Camargo e muitos outros compareceram e deixaram sua marca no festival.



Novos boulders foram abertos como o Medalhão possível V10/V11 (FA do Rafael Passos), além de repetições do Ying Yang V10, do Testarossa V10 e do Amanhã Vai ser outro dia V10.
Sabará encantou todos que conversamos, principalmente pela diversidade de agarras e de posicionamentos que é um grande diferencial para a escalada de boulder.
 




No domingo, saímos todos para almoçar juntos em Sabará e depois subimos para o pico para tentar mais uma vez aquela pendência deixada do dia anterior e para conhecer um pouco mais da Pedra Rachada.





Gostaríamos de agradecer à todos pela presença e que venha São Thomé das Letras.

22 de jul. de 2011

Temporada nos boulders

A dedicação e a disciplina te leva onde você quer… Veja abaixo um relato do escalador Felipe Alvares (Kbção) sobre sua temporada de boulder.


Desde o final de junho eu me dediquei especificamente para a escalada de boulder… queria conseguir alcançar alguns objetivos bem exigentes para mim. Os principais era o Amanita V10/V11 (Pedra Rachada) e o Chicletes V12 (Ouro Preto).
Chiclete V12 - Night Climb
Visual da Pedra Rachada - O Amanita esta proximo do cume a direita

O Amanita é um projeto que eu e o Rui abrimos na Pedra Rachada no inicio deste ano. Um bloco imenso e muito bonito, porém não possui agarras… por este motivo este bloco ficou abandonado durante anos. Durante uma volta em busca de FIRST ASCENTS descobrimos esta linha que fica no canto direito deste bloco, um boulder bem curto e bem explosivo. O nome do boulder ficou como Amanita pelo fato do bloco ter a aparência de um grande cogumelo, a formação da rocha é incrível. Amanita é o nome de um tipo de cogumelo.
Mushrooms Amanita
Foi bem exigente fazer o FIRST ASCENT deste boulder, tive que ir umas 4 vezes para a Pedra Rachada para poder malhar ele. O boulder tem 6 movimentos explosivos + 4 movimentos bem fáceis para dominar o bloco, o grande crux do boulder é 1 movimento de ombro que é bem especifico… mas com as entradas você vai entendendo todos os detalhes do pé e encaixe dos dedos. O grau sugerido para o Amanita ficou entre V10 e V11, quero contar com a opinião de outras pessoas pois o boulder ainda não houve repetição.  A segunda parte dos objetivos entra com o clássico boulder de Ouro Preto, Chicletes V12. O chicletes foi aberto no Ouroboulder de 2008, e na minha opinião é uma das linhas mais bonitas de Ouro Preto. O boulder tem negatividade perfeita, agarras bem sólidas, altura ideal e base plana. Este foram um dos fatores que me cativaram e me deu motivação para poder malhar o boulder. Devido a dedicação nos treinos na Rokaz de “campus board” eu consegui evoluir muito bem no boulder e mandei a cadena no 3º dia de malhação. Foi incrível e muito satisfatório mandar Chicletes.

Para conseguir alcançar estes objetivos no último mês eu passei por diferentes tipos de rocha e boulders. Escalei em Conceição do Mato Dentro, Ubatuba, Pedra Rachada, Serra da Piedade e Ouro Preto, toda esta experiência adquirida nos boulders com estilos diferentes me auxiliou na realização deste projetos.
Uma grande dica que posso deixar para todo mundo é que diversifique a sua escalada. A escalada de boulder, esportiva, indoor e tradicional tem que estar integradas.
Escalada Esportiva
Boulder
Escalada Tradicional
Escalada Indoor
O mês de julho vai fechar com mais um final de semana de boulder no evento em São Thomé das Letras, para quem ainda não conhece aproveite esta oportunidade e para quem já foi compareça para curtir o novo setor de escalada bem perto da cidade.
No mês de agosto iniciarei uma nova temporada nas vias, mesclando entre escalada esportiva e tradicional. (Pico do Baiano; Rio de Janeiro; Calogi, Serra do Cipó; São Bento do Sapucaí e Pedra Riscada)